O papel da Odontologia em Disfunções Renais

No país, dez milhões de pessoas têm alguma disfunção renal, estima a Sociedade Brasileira de Nefrologia. Destas, 120 mil precisam recorrer à hemodiálise. Complicações sistêmicas são comuns, incluindo hipertensão arterial, acidose metabólica e alterações bucais.

Em quadros de acúmulo de ureia na saliva, o cirurgião-dentista deve se atentar às consequências. São exemplos o hálito amoniacal, alterações no paladar, gengivite e xerostomia. As mucosas orais podem se apresentar pálidas em casos de anemia, frequente entre os portadores de nefropatias.

Em alguns momentos, é necessário contatar um nefrologista para ajudar na escolha de medicamentos antibióticos, analgésicos ou anti-inflamatórios. Além disso, se o paciente estiver se preparando para um transplante renal, faz-se essencial a eliminação de todas as possíveis fontes de infecções orais.

(Com informações da Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, edição de abril/junho de 2007)